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Podemos testemunhar o impacto de decisões ruins apesar dos dados disponíveis. O desastre da crise do subprime, que em parte contribuiu para a desaceleração da economia mundial no final dos anos 2000, é um exemplo elucidativo.

As instituições de crédito dos EUA (que concediam empréstimos hipotecários) tinham acesso a décadas de dados sobre os hábitos de empréstimo e reembolso. Elas haviam investido muito em sistemas de relatórios no velho estilo de Business Intelligence. Os KPIs de receita eram bons. Bastava manter o índice “fazer mais dinheiro” elevado. Evidentemente, só porque os dados são disponibilizados, não significa que ele está sendo usado de forma ativa ou eficaz.

Neste tipo de situação, parece que os seres humanos são propensos a uma forma de cegueira por falta de atenção e deixam de considerar ou mesmo perceber informações que estão fora do seu foco atual. Nem mesmo o melhor software de Business Discovery seria capaz de superar essa falha de percepção. Porém, ao dar às pessoas a chance de flexibilizar facilmente suas visões sobre os dados e navegar através deles, estas barreiras de percepção podem ser quebradas. Mas para fazer as perguntas certas e obter melhores tomadas de decisão, é preciso repetidas imersões nos dados. Só então será possível adquirir a capacidade de questionar medidas aceitas e abandonar preconceitos perigosos.

No final, como acontece com qualquer habilidade, a prática é o que importa. Somente o uso frequente de Business Discovery vai melhorar a competência nas decisões. A frequência de iterações de análises dos dados é o que vai permitir a obtenção de insights e o levantamento de mais perguntas inovadoras, alargando as avenidas de exploração. Mas isso só será possível se a experiência do usuário da tecnologia de Business Discovery for boa, se o software for agradável de usar, for rápido para responder e flexível quando tratar os dados.

A adoção de ferramentas de Business Discovery é a opção certa. Mas é importante diferenciar a adoção da utilização. Afinal de contas, pode-se adotar uma ferramenta de BD para apenas consumir passivamente um relatório financeiro, uma vez por mês. Adoção garantida? Sim. Obtenção de insights? Nem tanto. Ou pior que isso, quando um relatório simplesmente é usado para exportação de dados para o Excel. Quando isso acontece, o investimento em Business Discovery é totalmente desperdiçado e o caos se instala.

Se quisermos ajudar realmente a melhorar as tomadas de decisão nas empresas, precisamos fornecer ferramentas que sejam utilizadas todos os dias. Software para prática e aprendizado em conjunto, a tal ponto que se possa alcançar a verdadeira experiência em compreender os dados e os seus significados.

Author

Rafael Mahler

UI / UX Designer at DTM Tecnologia da Informação

Meu principal foco de atuação é a criação de projetos com interfaces intuitivas, fáceis e agradáveis de utilizar. Transito bem entre publicidade, marketing e entretenimento, pesquisando continuamente e filtrando tendências para aplicação no dia a dia dos nossos clientes.