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Nos últimos anos, a tecnologia de Business Intelligence deu um salto com softwares mais amigáveis, relatórios interativos e dados exploráveis a partir de várias fontes. É o que chamamos hoje de Business Discovery. Apesar disso, a maioria das organizações não acompanhou essa evolução. É comum que ideias ultrapassadas interfiram na abordagem das empresas em relação a BI. Essas ideias acabam limitando possibilidades e restringindo o potencial das ferramentas de Business Discovery.

A ideia de que um pequeno grupo dentro das empresas é responsável pelas tomadas de decisão já não é mais válida.

Assim que as empresas passaram a ter “um computador em cada mesa”, suas tomadas de decisão sofreram uma transição. Aquela ideia de que apenas os gestores decidem, passou a não ser mais válida. Na verdade, as decisões estão distribuídas pelos diversos níveis de uma empresa. Essas micro decisões são tão importantes quanto as estratégicas. Muitas vezes, são decisões operacionais, que impactam diretamente nas atividades diárias da empresa, estando mais perto dos clientes, fornecedores e parceiros.

Como tal, não são só as decisões estratégicas ou de gestão que têm necessidade de melhores análises. Mas normalmente, os tomadores de micro decisões não têm acesso à tecnologia de Business Discovery que precisam para ajudá-los. Um dos resultados dessa lacuna é o uso da planilha como ferramenta de apoio à decisão. A pessoas tomam aquilo que está ao alcance para ajudá-las, não importando o quanto seja arriscado ou inadequado. Este não é um problema de tecnologia, muito menos de custo de implantação. Atualmente, implantar Business Discovery e treinar equipes de colaboradores é muito mais barato e rápido.

Então, de onde vêm o mito de que apenas os gestores necessitam de Business Discovery? É um fator histórico. A principal abordagem na adoção e implantação de Business Discovery, tem sido fortemente influenciada pelo modelo gerencial do século XIX. O objetivo inicial do BI era dar visibilidade aos gestores em relação às metas, começando pelas métricas financeiras. E isso não avançou em muitas empresas. Apesar de ser útil para monitorar o desempenho obtido, não ajuda muito nas tomadas de decisões operacionais na velocidade de uma demanda diária. Este é um reflexo de ideias ultrapassadas de hierarquia e controle organizacional que não se adequam à intensa quantidade de informação de um negócio moderno. A abordagem predominante tem sido focada em controle e monitoramento, e não na capacitação das pessoas. Estão, de forma distorcida, disponibilizando BI / BD apenas para os gestores.

Os benefícios potenciais serão enormes se mais pessoas dentro das empresas tiverem acesso às ferramentas que precisam para ajudá-las a tomar melhores decisões, baseadas em dados, onde quer que elas estejam situadas na hierarquia da empresa.

Author

Rafael Mahler

UI / UX Designer at DTM Tecnologia da Informação

Meu principal foco de atuação é a criação de projetos com interfaces intuitivas, fáceis e agradáveis de utilizar. Transito bem entre publicidade, marketing e entretenimento, pesquisando continuamente e filtrando tendências para aplicação no dia a dia dos nossos clientes.